
Não sei quem escreveu esse texto, mas encontrei na net e resolvi postar. O interessante é que o vi no site de uma galeria de arte. Achei um grande desaforo. O cara desmerece todos os artistas brasileiros, generalizando, como se retratar o Brasil folclórico não fosse arte. Enfim, UMA BESTA. Arte regional pra ele vira "business", pelo fato de ter se transformado num "nicho de mercado", por oooooh, inescrupulosos marchands, visando os turistas (como se o povo brasileiro não consumisse sua própria cultura). Ele ainda chama parte da nossa cultura de mero artesanato! Que será arte pra ele? Modern art ?
Só pra constar, postarei um quadro de Volpi, que, ohhhhhh, deveria ser um artesão primitivo ao resolver retratar elementos decorativos de paisagens da cidade interiorana de Mogi das Cruzes, por ocasião de suas festas juninas.
O "abstracionismo geométrico" de Volpi não se pauta em retratar nossos costumes de forma ingênua? Isso não soa naif?
"A primeira providência que tomaram foi rebatizar a Arte Primitiva com o pomposo nome de "arte naif" (sic), mesmo afrontando a gramática -- teria de ser "arte naive", já que o substantivo arte em português pertence ao gênero feminino, ao contrário do francês e do espanhol, onde é masculino.Chamando de arte o que nunca for senão mero artesanato pictórico ou ilustraçãoGráfica, os comerciantes adotaram como referência uma série de maneiristas que nunca haviam sido levados a sério no Brasil. O esquema funcionou. Abandonando seu habitat costumeiro em feiras hippies e lojas de souvenirs, os "naifs" foram conquistando espaço -- bem alavancados e atuando em grupo -- até tornar-se uma verdadeira praga em nossa vida cultural. Críticos e colecionadores afastaram-se. Galerias decentes desinteressaram-se pelo assunto. E por um longo período os verdadeiros criadores populares encontraram somente portas cerradas, num desestímulo a muitas carreiras."